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Futuro do trabalho: as qualidades mais desejadas em líderes e liderados

Estudo indica as competências necessárias até 2025

Nos próximos cinco anos, as qualidades mais desejáveis entre funcionários de grandes empresas serão: capacidade de aprendizado, flexibilidade, boa comunicação e equilíbrio. Já para as lideranças, é esperado que elas escutem mais as equipes, mostrem sensibilidade para entender as pessoas e que sejam inspiradoras. A análise faz parte de um estudo realizado pela consultoria multinacional de negócios e TI NTT Data com 3,2 mil profissionais de dez países, inclusive o Brasil. Um dos objetivos da pesquisa, obtida com exclusividade pelo Valor, é apresentar as expectativas de funcionários de grandes organizações sobre o futuro do trabalho e as competências necessárias, tanto de líderes como das equipes, até 2025.

Será preciso mostrar capacidade para aprender continuamente, ser flexível em situações diversas e se adaptar rapidamente às mudanças, explica Leylah Macluf, diretora de talento e transformação da NTT Data na América Latina. “Criatividade e inovação serão características cada vez mais importantes, além de saber trabalhar com autonomia e acumular conhecimentos sobre tecnologias digitais.”

De acordo com o levantamento, 50% dos entrevistados acreditam que a “adaptabilidade” será fundamental nos próximos anos e 44% indicam que ser comunicativo é um diferencial no ambiente de trabalho. “Pouco importa se o profissional é especialista em algum tema, mas sim se é de difícil convivência ou não sabe produzir em equipe”, afirma Macluf. “São os funcionários que fazem as empresas e, portanto, pessoas melhores entregam resultados melhores, que impactam diretamente na rentabilidade das organizações.”

Sobre o perfil profissional de destaque nos próximos cinco anos, 81% dos respondentes apontam que colegas criativos e dotados de capacidade analítica serão de grande importância para as companhias, enquanto 84% acreditam que pares com uma visão inovadora e “mente aberta” terão alta possibilidade de sucesso nas empresas.

A executiva da NTT Data diz que o interesse das chefias nas competências comportamentais do quadro vai ganhar força nos próximos anos. “Ainda há muitas companhias contratando profissionais apenas por critérios técnicos”, diz. “No futuro, veremos uma inversão de prioridades.”