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Carreira - Passos para os próximos anos

Tendências para reinventar a força de trabalho
Passos para os próximos anos

Grandes empresas vão “reinventar” a força de trabalho nos próximos anos baseadas em três tendências: ênfase no fator social do ESG(sigla em inglês para meio ambiente, social e governança), experiência do funcionário e práticas de RH apoiadas em tecnologias. O diagnóstico faz parte de pesquisa da consultoria KPMG com 18 corporações nos Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, China, França, Austrália, Cingapura e Suíça. O estudo, obtido com exclusividade pelo Valor, foi conduzido de julho a setembro. Ouviu líderes de recursos humanos de grupos considerados “desbravadores” na área de gestão de pessoas, como Microsoft, Santander, L´Oréal, Tefónica e Roche.

“Não tivemos entrevistados no Brasil, mas essa realidade também se aplica aqui”, garante Camilla Pádua, sócia-diretora e líder de consultoria em capital humano da KPMG. “O mais importante que a pesquisa destaca é o protagonismo do RH na inovação das organizações, bem como ações de cuidados com a saúde mental, alavancadas pela covid-19.”

Sobre as tendências do estudo que estão despontando no Brasil, Pádua diz que a adoção de mais tecnologias no RH segue na frente. “As empresas brasileiras têm investido em tecnologia especialmente na parte de operações, liberando a equipe para focar mais em análises de pessoal e apoio estratégico na transformação digital dos negócios.”

Quanto aos fatores sociais do ESG, há uma rápida resposta no cuidado com a saúde mental dos profissionais, explica. “Mas existe espaço para expandir e repensar a experiência do colaborador, principalmente na nova modalidade de trabalho híbrido.”

A consultora alerta que o ponto de debate no futuro próximo não deveria ser se a organização terá uma política de home office, mas de quantos dias vai oferecer, de expediente remoto, no pós-pandemia.

“As companhias precisam se questionar qual é o real papel do escritório, como ter o melhor de cada cenário [casa/empresa] e como manter, nos próximos anos, a autonomia, a confiança e a gestão de entregas que se fortaleceram no período de confinamento”, afirma.